Ex-funcionários tentam apressar ação
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quinta-feira, 15 de abril de 1999
Silvana Leão 
Uma comissão dissidente dos ex-funcionários da extinta Cooperativa Agrícola de Cotia - Cooperativa Central, está convocando os mais de 360 reclamantes trabalhistas que estão sem receber os direitos referentes às verbas rescisórias há mais de seis anos, para uma reunião no próximo dia 23, às 17 horas, na Cooperativa Agrícola Integrada, em Londrina.
Durante a reunião, deverá ser constituído um novo advogado para representar os ex-funcionários da Cotia. A reunião foi marcada para o mesmo dia em que o prédio - onde está localizada Cooperativa Integrada, na Avenida Celso Garcia Cid, 599 - vai a leilão. A comissão dissidente argumenta que há a necessidade de contratar um profissional que dê continuidade ao caso de forma mais rápida e prática, colocando um fim nessa ação.
A Cooperativa Agrícola de Cotia teve falência decretada em 1994. Um grupo se uniu logo depois formando a Coopanorte, para a qual teriam sido convidados para trabalhar todos os ex-funcionários que ficaram desempregados, com a promessa informal de participação nos lucros. Passados dois anos, porém, a Coopanorte foi desativada e transformada em uma nova cooperativa, a Integrada. Na época da mudança, a maioria não aceitou a proposta feita pela direção e desligou-se da empresa.
Arquivo FolhaAproximadamente 30 funcionários, apenas, continuaram a fazer parte do quadro da Integrada. Entre os restantes, há aqueles que continuam desempregados até hoje em função da idade avançada, sem poder requerer aposentadoria por falta de tempo de serviço. Os valores dos créditos dos funcionários, já sentenciados, variam de R$ 1,5 mil a R$ 7 mil.
O mecânico Ramiro de Paula Tavares, que trabalhou 21 anos na cooperativa, é um dos que esperam pelo dinheiro devido. Na época da falência, seus direitos foram calculados em R$ 4 mil.
Outro ex-funcionário da cooperativa, o eletricista aposentado Nelson Aparecido Cirino de Andrade, trabalhou na Cotia durante 12 anos. Tem para receber, em valores da época, R$ 5,2 mil. Não temos interesse em brigar, queremos apenas receber o que é nosso direito, afirma Andrade.


