Especial para a Folha
A Justiça do Trabalho determinou que a empresa Colambra (Compensados e Laminados do Brasil) pertença aos 131 ex-funcionários que entraram com uma ação trabalhista após a falência, em junho. Ontem, os trabalhadores fizeram um manifesto em frente à madeireira. Eles estão se revezando no plantão na porta da empresa. Só a entrada principal está aberta, as demais estão lacradas. Todos os maquinários ficaram para os proprietários.
O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Madeira, José Tenório de Araújo, conhecido como Baiano, disse que ‘‘os maquinários pertencem à massa falida da empresa’’. Segundo Araújo, os funcionários-proprietários decidirão o que será feito com o patrimônio. ‘‘Há pessoas interessadas em comprar o imóvel. Também cogita-se a idéia de criar uma cooperativa entre os funcionários, dando continuidade nos trabalhos’’.
Araújo falou que a Justiça avaliou o prédio em R$ 280 mil, valor que pagaria todas as causas trabalhistas do ex-funcionários. Quando a empresa fechou, em fevereiro, 120 trabalhadores ficaram sem emprego e sem receber os direitos trabalhistas. Todos entraram com ação coletiva. Outros 11 que tinham ações individuais, aderiram ao grupo.
Após três meses do fim das atividades, os proprietários da Colambra decretaram falência. ‘‘Nesse meio tempo, a ação coletiva já estava tramitando na Justiça’’, falou Araújo. Em novembro, os funcionários da Colambra arremataram, em leilão, o imóvel da Colambra e na terça-feira, a Justiça deu ganho de causa aos 131 ex-funcionários.

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