O ex-proprietário de uma farmácia em Maringá, Adílson, 28 anos, pode ser condenado por estelionato. Pittarello é acusado de vender anticoncepcional falsificado, comprado por ele no Paraguai.
O delegado do setor de Furtos e Roubos da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Nelson Mendes Pires, está apenas aguardando o relatório da Secretaria de Estado da Saúde para enviar o inquérito à Justiça.
O delegado relatou para a Folha que no dia 3 de outubro do ano passado, a vendedora autônoma Marta Rocha Monteiro, 28 anos, registrou queixa na polícia contra a Farmácia Farmanepa, instalada na Avenida Pedro Taques, 1.344, no bairro Morangueira, em Maringá.
A Vigilância Sanitária municipal foi avisada e o agente Giusepe Frugis Jr. apreendeu oito caixas do anticoncepcional Nordeppe, do laboratório Wyeth - Whytehall. A farmácia não foi fechada.
Marta Rocha não chegou a tomar as pílulas, por desconfiar da qualidade do produto. As que estava acostumada a tomar eram amarelas e as compradas na Farmanepa eram brancas. O delegado enviou alguns envelopes para o laboratório, em São Paulo, que confirmou não ter fabricado nem os comprimidos e nem as embalagens (o produto é vendido em caixinhas).
Uma amostra foi enviada ao laboratório da Secretaria de Estado da Saúde, em Curitiba, que na semana que vem deve enviar o resultado do exame dos comprimidos para Maringá.
Em seu depoimento à polícia, o dono da farmácia confessou, segundo o delegado, que havia comprado no Paraguai 26 caixas do anticoncepcional Nordeppe (cada caixa tem 21 comprimidos). Dezoito caixas haviam sido vendidas.
O delegado Pires adiantou que Adílson José Pittarello poderá ser condenado por estelionato ou por crime contra o consumidor.
No início deste ano, Adílson vendeu a farmácia, que mudou de nome e está funcionando com outro proprietário. O novo dono não quis revelar seu nome e disse que tem Nordeppe para vender a R$ 3,00 a caixa. ‘‘Mas este é do Whytehall mesmo’’, garantiu.

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