Ex-diretor da Comurb diz que família está sofrendo ameaça
Paulo Ubiratan
De Londrina
O ex-diretor-financeiro da Companhia Municipal de Urbanismo de Londrina (Comurb), Eduardo Alonso, registrou queixa ontem à tarde na 10ª Subdivisão Policial. Alonso disse que ele e sua família estão recebendo ameaças através de telefonemas anônimos. Desde maio venho sendo ameaçado de morte. Agora, por volta de uma semana, as ameaças estão também sendo dirigidas a minha mulher e meus filhos. Os telefonemas dizem que estamos sendo seguidos, pois chegam até informar quando minha mulher leva as crianças ao pediatra, afirmou Alonso, demonstrando nervosismo.
O ex-diretor estava acompanhado do advogado Antônio Carlos Vianna. O advogado disse que não pediu segurança de vida ao seu cliente porque seria inócuo já que a polícia não tem infra-estrutura para isto. No entanto, afirmou que Alonso está sendo acompanhado por seguranças particulares e a queixa servirá como alerta para o que poderá acontecer no futuro em relação ao queixoso e sua família.
O boletim de ocorrência que foi registrado na 10ª SDP não foi mostrado aos jornalistas, mas Alonso afirmou que no documento deixou registrado o nome de dois suspeitos e os seus respectivos telefones. Ele também não revelou a identidade dos suspeitos, mas afirmou que pertencem ao segundo escalão da administração do prefeito Antônio Belinati (PFL). Alonso enfatizou que alguns dos telefonemas foram dados do exterior, sem identificar o país.
O ex-diretor-financeiro contou que foi convocado a prestar depoimento hoje no 4º Distrito Policial. Ele acha que o motivo principal das ameaças seriam as gravações de audio e vídeo que afirma possuir, comprometendo diversas pessoas do governo municipal. Eu somente mostrarei estas gravações quando voltar a depor na Justiça, por isto digo que não existe motivo para este pessoal estar me ameaçando, desabafou Alonso. Ele também não revelou o grau de envolvimento criminoso destas pessoas em relação às provas que promete mostrar.
A Comurb e a Autarquia Municipal do Ambiente são alvo de investigação pelo Ministério Público. Há denúncias de corrupção e desvio de dinheiro público. Eduardo Alonso já prestou depoimento aos promotores e, na ocasião, afirmou que somente da Comurb teriam sido desviados mais de R$ 30 milhões.





