Ex-diretor da AMA presta informações complementares
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sexta-feira, 28 de maio de 1999
Lucilia Okamura 
O ex-diretor da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), de Londrina, Júlio Bittencourt, compareceu ontem à tarde no Fórum para prestar informações complementares ao promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti. Bittencourt e outros dois ex-diretores estariam envolvidos em um suposto esquema de superfaturamento em serviços de capina e roçagem.
Bittencourt foi chamado pela primeira vez pelo promotor no dia 18, quando não quis prestar declaração. Hpje (ontem) ele não acrescentou nada, disse que só prestará esclarecimentos em juízo, disse Galatti.
Bittencourt repetiu que permite a quebra do sigilo bancário dele e de toda a sua família. Questionado sobre fitas em que ex-diretores conversam com o ex-funcionário da AMA, Délcio Garcia Martins, sugerindo falsificações de planilhas, ele se defendeu. Eu conversava diariamente com o Délcio. Se foi pedido algo, foi para corrigir alguma coisa que estava errada e não para alterar, ressaltou.
Bittencourt contou que ficou um tempo desempregado - em abril, quando as denúncias de superfaturamento vieram a público, ele, o ex-presidente da autarquia, Mauro Maggi, e o ex-diretor Nelson Kohatsu pediram exoneração. Atualmente, ele está trabalhando no escritório político do deputado federal José Jannene (PPB).
Anteontem à tarde, o promotor ouviu o ex-funcionário Délcio Martins em uma outra investigação. Ele foi acusado por Maggi de falsificação de documentos e de se apoderar, de maneira ilícita, de dinheiro destinado ao pagamento de salários da Frente de Trabalho. O depoimento dele durou quatro horas e rendeu 10 páginas.
Galatti informou que, para concluir as investigações, aguarda ainda documentos do banco - cópias de cheques pagos à empresa Tâmara, de Maringá, que estaria recebendo por serviços de capina e roçagem não executados. Ele preferiu não divulgar o teor do depoimento e disse apenas que Martins indicou nomes de quase uma centena de pessoas para serem ouvidas. Ontem de manhã, o promotor ouviu o também ex-funcionário Dirceu Floriano, na mesma investigação.


