Ex-detento denuncia agentes da PPL
Lino Ramos
de Londrina
Três agentes da Prisão Provisória de Londrina (PPL) estão sendo acusados por um interno de terem facilitado a fuga frustrada ocorrida no dia 27 de novembro de 99, que terminou em rebelião. Na época, até uma furadeira foi encontrada no interior da prisão. José Aparecido Urbano, 29 anos, o Japonês Preto, que esteve preso na PPL por porte de drogas, acusou em entrevista a uma emissora de rádio os agentes de armarem uma fuga e receberem R$ 20 mil pelo serviço. Urbano alega que denunciou o esquema porque durante um mês foi espancado no interior da PPL.
O delegado do 6º Distrito Policial, José Arnaldo Peron Martins, responsável pelo inquérito que investiga a rebelião, vai ouvir Urbano para que ele formalize a denúncia. M.L., um dos acusados, anunciou que ele e o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná irão processar o denunciante por calúnia e difamação.
M.L. disse ainda que Urbano esteve preso na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) com o nome de Mafram Alexandre da Cruz. Eu trabalhei na PEL e quando vim pra cá (PPL) reconheci ele, que tinha outro nome, contou. Segundo o agente, na ficha de Urbano consta que ele provocou um tumulto na PPL em agosto do ano passado e no dia 14 de fevereiro deste ano fez um buraco no ralo da cela.
De acordo com M.L., quando houve a rebelião na PPL o detento estava em um distrito da cidade e só voltou para a prisão em fevereiro. Quem achou a furadeira e diversos ferros no dia da rebelião fui eu, justifica.





