O ex-detento Marcos Paulo da Silva Gonçalves, 24 anos, confessou ao delegado operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Márcio Vinícius Amaro, ter matado o taxista Natanael Moreira, 55 anos, na manhã de sábado. A Polícia Civil chegou até Marcos porque ele teria sido visto dirigindo o carro da vítima nas proximidades da Bratac, na Zona Oeste, e nos conjuntos Novo Amparo e Milton Gavetti. Também foram ouvidos ontem pelo delegado outros dois homens que teriam feito o desmanche no táxi de Natanael. São Adriano Rodrigues, conhecido como Lobino, e Paulo Rogério de Matos, o Pezão. ''Os três já estão com a prisão preventiva decretada'', disse o delegado.
O ex-detento confessou o crime. ''Matei porque ele tentou me matar também'', alegou Marcos durante o interrogatório no 4º Distrito Policial. ''Eu disse para ele que não ia pagar a corrida'', afirmou o assassino confesso. ''Então, começamos a brigar. Tomei a faca dele e acertei duas facadas no pescoço'', contou. Segundo Marcos, a faca seria do taxista e não dele. Entretanto, de acordo com o delegado, esta hipótese foi totalmente descartada porque a Polícia Civil fez uma varredura no local do crime e esta suposta arma não foi encontrada. ''Na verdade, o taxista foi coagido e rendido por Marcos a ir até o local do crime'', afirmou Amaro.
O Instituto Médico Legal (IML) divulgou ontem o laudo sobre os exames realizados no corpo. Os legistas identificaram oito perfurações de faca, que atingiram diversas partes do corpo (inclusive rosto e mão, evidenciando uma possível reação da vítima). A maioria das facadas foi desferida contra o peito. A necrópsia também apontou o possível horário do homicídio: 6h30, de sábado.
Conforme o delegado, Marcos Paulo disse que ''sempre ia fumar maconha no local onde Natanael foi morto''. É um fundo de vale, explica Amaro, ermo e quase sem iluminação. O crime aconteceu em uma mata próxima ao Córrego Lago Azul, no Conjunto Roseira (zona sul). ''Difícil até para a Polícia achar'', comentou ele. Conforme o delegado, o taxista não iria espontaneamente até aquele lugar, se não fosse coagido por uma arma.
Marcos Paulo já tem passagem pela Polícia por furto e roubo. ''Esta foi a primeira vez que matei'', disse, sem o menor constrangimento. Os outros dois homens foram acusados por Marcos de ser os responsáveis pelo desmanche do Escort cinza. Porém, quando o delegado colocou os três frente a frente, Marcos mudou sua versão, dizendo apenas que ''viu Pezão e Lobino conversando'', mas que não sabia se Pezão teria colaborado com o desmanche. (Colaborou Emerson Dias)

mockup