O empresário e ex-deputado estadual Jorge Maia Filho, 53 anos, afirma que é vítima de uma acusação injusta e que, em breve, vai comprovar sua inocência. Maia Filho foi preso pela Polícia Federal acusado de falsificar cédulas de R$ 50,00 e R$ 100,00. Equipamentos de impressão e notas falsas foram apreendidas em seu escritório no centro de Apucarana.
Acompanhado do advogado José Teodoro Alves, o ex-deputado disse à Folha que foi envolvido em uma denúncia gravíssima. Ele afirma que até o momento em que estava lúcido - antes de sofrer um enfarto durante a prisão em flagrante -, haviam sido apreendidos em seu escritório apenas um ferro elétrico, um cobertor, um litro de álcool e um pano de limpeza. ‘‘Apenas no dia seguinte, depois de medicado, soube pelos jornais que haviam encontrado objetos que desconheço a procedência’’, garante.
Sobre as três cédulas falsas de R$ 100,00, que a PF encontrou em sua casa, Maia Filho explica que nada, ‘‘além de um revólver velho’’, havia sido encontrado enquanto sua esposa permaneceu no interior da casa. ‘‘Quando ela já estava no carro, em companhia de um vizinho, para ir ao hospital me ver, surgiu um agente anunciando que havia achado dinheiro falso’’, relata.
O ex-deputado disse ainda que, em seu escritório, enquanto estava lúcido, em nenhum momento se negou a apresentar documentos e deixou que os policiais olhassem tudo. ‘‘Também não neguei que tinha um computador e uma impressora laser, e até dei o endereço da oficina onde ela estava sendo consertada’’, afirma.
Maia Filho já foi presidente da Câmara de Apucarana, deputado estadual pelo PDS (de 82 a 86) e superintendente regional do INSS. ‘‘Não acredito que tenha sido alvo de vingança política, como foi dito na cidade. Não tenho inimigos, prova disso é que um adversário político, o advogado José Teodoro Alves (PMDB), fez gratuitamente a minha defesa’’, conclui.

mockup