Londrina - O empresário Wagner Ridão, de 29 anos, é um ex-correspondente bancário de um banco estatal. A empresa ficava no Jardim Padovani (zona norte) e atendia moradores da região, incluindo o Residencial Vista Bela, Conjunto Maria Celina e os jardins São Jorge e Barcelona, entre outros. "Nós realizávamos o pagamento dos benefícios sociais e também aceitávamos pagamento de contas. Era como se fosse uma casa lotérica, mas sem os jogos. Fazíamos também o financiamento de casas. No entanto, devido à falta de suporte do banco, sofri um prejuízo de R$ 15 mil. Segundo ele, quando recebia R$ 20 mil, para transportar o valor até o banco mais próximo para realizar o depósito precisava de quatro seguranças. "Não havia carro forte para fazer o transporte de valores altos e éramos vítimas de golpes e roubos. Mas como o valor já tinha sido faturado, o banco descontava", conta. Ele diz o percentual pago sobre cada fatura recebida era muito baixo. "Não valia a pena. Resolvi parar de trabalhar com eles e vejo que vários estabelecimentos estão fazendo o mesmo", relata. A consequência, aponta Ridão, é que agora os moradores precisam se deslocar por 5 km ou mais para pagar suas contas.
O presidente do Sindicato dos Empresários Lotéricos do Paraná, Aldemar Mascarenhas, diz que já houve instalação de lotéricas em localidades periféricas que fecharam por sofrer muitos assaltos. "O empresário chega lá e se depara com a falta de segurança. Isso inviabiliza o negócio. Essas empresas não têm condições de colocar casas lotéricas contra uma quadrilha organizada", afirma.
Mascarenhas admite que existe uma concentração maior onde há uma densidade populacional maior. "Vários bairros possuem casas lotéricas, mas onde não há condições, a empresa não se sustenta. É feito um estudo técnico de viabilidade que indica a necessidade de possuir no mínimo 15 mil a 20 mil pessoas para ter um estabelecimento desse tipo", explica.(V.O)

mockup