Rolândia Um homicídio no final da manhã de ontem fez os funcionários públicos estaduais de Rolândia fechar as portas e parar de trabalhar. O motivo da paralisação foi um luto oficial por conta da morte do médico veterinário da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Juarez Moreira da Silva, 52 anos. Ele foi assassinado com quatro tiros dentro do escritório da Emater daquela cidade onde trabalhava há cerca de três anos. Juarez também era formado em direito e tinha sido chefe da Seab de Londrina por oito anos durante o governo passado.
Segundo informações da Polícia Militar (PM), o autor dos tiros, Gervásio Alves de Abreu, 47 anos, teria chegado no local do crime por volta das 11h30, se identificado para outros dois funcionários como ''Paulo'' e perguntando pelo veterinário. Quando os funcionários chamaram Silva, Abreu teria disparado quatro tiros contra a vítima, que morreu no local.
Um dos funcionários que estava na frente do escritório onde Silva trabalhava localizado ao lado da Prefeitura de Rolândia se disse impressionado com o ocorrido. ''Quando eu cheguei tinha acabado de acontecer, estavam levando o corpo dele. Foi um choque muito grande para todos nós'', disse o servidor, que preferiu não se identificar.
De acordo com o delegado de Rolândia, Valter Helmut, quando a polícia tomou conhecimento do caso viaturas fizeram a busca para capturar Abreu, que foi localizado numa via pública do Jardim Monte Carlo, próximo a um supermercado, com a arma do crime - uma pistola 765 das Forças Armadas - e mais R$ 2.350. O dinheiro, segundo a polícia, seria usado para uma possível fuga.
''A PM agiu rápido e as duas testemunhas que presenciaram o crime também já o identificaram. Existe uma versão de que possa ser um crime passional ligado a problemas com a ex-mulher dele. Ele não tem porte de arma e a princípio responderá por homicídio simples, pena de seis a 12 anos'', disse o delegado. Ele acrescentou que a ex-mulher do acusado já registrou queixa contra ele.
Ainda segundo informações da polícia, o local onde Abreu foi pego é próximo do local de trabalho da ex-mulher. A PM cogitou a possibilidade de que ele iria tentar atirar contra ela também. Abreu não quis falar com a reportagem, mas segundo informações do delegado ele se encontrava ''confuso''. ''Ele está bem perturbado, não fala coisa com coisa e diz nem saber porque está sendo preso. Com certeza houve um planejamento, pois não se identificou com o nome real'', comentou o delegado.
Ainda na tarde de ontem o chefe do núcleo local da Seab, Gil Abelin, se encontrava no Instituto Médico Legal (IML) de Londrina, para onde o corpo de Silva foi levado. ''A esposa dele não passou bem e foi encaminhada para o hospital. Conhecia ela há cerca de 30 anos e minha relação com ele era de colega de trabalho. Foi um choque para todos'', disse.

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