Curitiba - O processo criminal contra o empresário curitibano, Edilson Buba, tomou outro rumo. Por decisão do juiz da 2 Vara Criminal de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, Eduardo Lino Bueno Fagundes Júnior, o ex-Big Brother passa a responder, judicialmente, como usuário de drogas e não mais por tráfico. Buba foi detido no Aeroporto Internacional Afonso Pena, no dia 26 de abril do ano passado, com 18 pílulas de ecstasy e 50 gramas de maconha e ficou preso por 96 dias no Centro de Observação Criminológica e Triagem (COT), em Curitiba.
De acordo com o advogado de Buba, Marden Maués, o juiz mudou a acusação por entender que não havia provas contra o empresário que indicassem ''conduta de tráfico''. Com isso, o processo será remetido para o juizado especial criminal, que é competente para julgar crimes de menor potencial ofensivo. A Justiça pode decidir por uma transação penal ou, ainda, por pena alternativa.
Buba já vem se dedicando a um trabalho social por meio da organização não governamental (Ong) Vida Limpa, Vida Livre, criada por iniciativa dele. O objetivo principal é desenvolver ações de conscientização, junto a crianças e adolescentes, contra o consumo de drogas. O empresário adiantou que está produzindo um vídeo, com 20 minutos de duração, em que ele conta a sua trágica experiência com as drogas.
Sobre a decisão judicial, Buba afirmou que se sente aliviado. ''É como se saísse uma tonelada das minhas costas. Está aí a prova de que foi uma injustiça o que fizeram comigo'', disse. O empresário conta, ainda, que teve sua vida desestruturada financeiramente, pois teve que deixar a sociedade de um bar e fechar sua empresa de consultoria. Apesar disso, Buba diz que ainda não decidiu se irá ingressar com uma ação de indenização por danos pelo tempo em que ficou preso.

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