Ex-bancário prefere a informalidade
O pátio do Restaurante Universitário (RU) virou lugar para comprar doces, compotas, artesanatos, bijuterias e pães. Inclusive toda primeira quarta e quinta-feira do mês é realizada uma feira de produtores.
Entre os que trocaram o emprego formal pela atividade, o ex-bancário Cláudio Fank, 37 anos, fechou a porta para a falta de perspectiva em 13 anos como funcionário concursado da Caixa Econômica Federal (CEF), tendo trabalhado ainda como contato comercial e professor particular de inglês, abrindo uma janela à informalidade.
''A minha experiência foi meio complicada. Comecei a trabalhar com a produção de vinagres e conservas, depois de dois anos que tinha saído do banco. Recomendo a quem quiser partir para a informalidade que procure outro caminho. Planejamento é essencial para não dar um salto no escuro'', orienta Fank, que participa da feira de produtores na UEL, entre outras. O rapaz já se tornou até consultor de restaurantes em cidades paranaenses.
A pesquisa mensal de emprego no mês de março do IBGE em seis capitais diz que 19,6% da população ocupada trabalham por conta própria. Estatística que o sonho da formação universitária e de uma oportunidade de emprego quer ver à distância.
''Se estiver morando no Brasil exerço minha profissão. Me valorizo e honro os anos de estudo. Fora do país sim, trabalharia no mercado informal'', afirma a estudante do curso de História da UEL Luziane Dias Uguccioni, 25 anos. Porém, a jovem aprova o comércio na Universidade. ''Acho que é bom não só para quem vive da atividade mas para estudantes. Tem alunos que passam o dia todo na UEL'', justifica Luziane.
Há quem não deseja a Universidade invadida por vendedores. ''Acredito que não poderia virar uma feira aqui, lugar que precisa continuar ser uma instituição de ensino'', avalia a estudante de Ciência do Esporte Priscilla Takahashi, 20 anos.





