Marcos BorgesRodinéia Cristina, 18 anos, com a mãe, MariaCriança anêmica, com peso baixo para a idade e sinais de desnutrição. Este foi o diagnóstico feito para Jesuína Aparecida da Costa, 21 anos, em 1983, quando a Pastoral da Criança começou a ser implantada em Florestópolis. ‘‘Em setembro de 83, minha mãe foi convidada a participar da Pastoral. Nos cursos descobriu que eu era anêmica e desnutrida’’.
Com os conhecimentos adquiridos nos cursos promovidos para as líderes comunitárias - ou agentes de pastoral -, a mãe de Jesuína começou a por em prática em casa principalmente o reforço alimentar através da multimistura. ‘‘Tive uma recuperação graças a este trabalho. Naquela época, muitas crianças morriam e não se sabia o que estava acontecendo. Minha mãe dizia somente que era mais um anjinho que ficou fraco e foi para o céu’’.
Há três anos, Jesuína trabalhou como líder comunitária ajudando a mãe a atender nos quarteirões que administrava. Atualmente ela prefere trabalhar nos ‘‘bastidores’’ da Pastoral da Criança, dando suporte técnico quando necessário. Ela é funcionária da secretaria da Igreja Matriz.
Outra líder que também foi atendida no início do programa é Rodinéia Cristina de Oliveira, 18 anos. Em 83, a mãe dela, Maria Zélia de Oliveira, 45 anos, foi uma das primeiras líderes a participar do programa. Rodinéia teve o acompanhamento sem a necessidade de maiores cuidados. ‘‘Trabalho como líder há três anos, ajudando a minha mãe. O carinho que as líderes dão às mães e às crianças me motivou. Além de transmitir conhecimento, estou recebendo muita informação que poderá me ajudar no futuro’’, disse.
Entre as experiências que teve, ela conta a de uma criança desnutrida que foi atendida no setor onde trabalha. ‘‘A mãe dava farinha com açúcar para a criança, prática comum na cidade. Como estava desnutrida, orientei que, junto à farinha, acrescentasse a multimistura. A criança engordou três quilos’’ (A.S.)

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