Difícil conter as lágrimas num momento tão especial. O que se via nos olhos do pioneiro Carlos Strass, que ontem comemorava 71 anos, era o retrato de boas lembranças, vividas no tempo de escola.
Com a voz embargada e tentando conter a emoção, ele relembra os tempos de menino, no período entre 1942 e 46, quando estudou ali. ''Tinha só a casinha de madeira e o pátio era todo de barro. Quando chovia...''.
Quem ajuda a contar a história é a esposa, Zélia Langa Strass, de 67 anos, que além de estudar na escola, lecionou durante seis anos, na década de 70. ''Foi um tempo muito bom. Até hoje somos procurados pelos alunos para contar as histórias do início da escola''.
Junto com eles, uma das homenageadas era a professora aposentada Ires Carnot Murari, de 70 anos, a segunda professora da escola. ''A escola era pequena, tinha apenas a construção de madeira. O ônibus passava na estrada, mas nós vínhamos à pé. Enfrentamos chuva, barro, mas valeu a pena'', lembra.
Ela recorda que, em 1950, conseguiu organizar a primeira comunhão dos alunos. ''Foi a primeira turma, num local onde predominava a religião luterana. Fico feliz em ver hoje o tamanho da escola, o preparo dos professores''.(M.O)

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