Curitiba - Afinal, de quem é a responsabilidade pela sequência de erros que prejudicou os 38 mil professores paranaenses que cursaram o Programa de Capacitação para Docência da Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu (Vizivali) em parceria com o Iesde Brasil? Para Eunice Alberton, que lidera a comissão de ex-alunos do curso, só uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) poderia chegar a essa resposta.
''A CPI não iria resolver a legalização dos diplomas, mas pelos menos iria descobrir para onde foi todo esse dinheiro'', explica. A proposta de abertura da comissão estaria pronta na Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo o deputado Péricles de Mello (PT), o trabalho dos parlamentares tem como prioridade a solução do problema dos diplomas.
''Os alunos entraram no curso de boa fé e estão sofrendo com a falta de registro dos diplomas'', apontou. Segundo o parlamentar, ''o correto seria fazer uma CPI'' para investigar o caso. Mas ele teme que uma investigação sobre o caso adie uma definição para a situação dos professores.
''Só no sistema municipal de ensino em todo o estado são 10 mil docentes que fizeram o curso e que estão em situação irregular porque não tem o diploma'', alertou. ''É uma situação desesperadora'', completou. (R.C.F.)

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