Curitiba - Uma ex-agente de trânsito de Curitiba pode responder a uma ação criminal e outra cível por ter aplicado multas supostamente indevidas a três moradores do condomínio onde sua mãe é síndica, no bairro Portão. Ela foi denunciada pelo Ministério Público (MP) Estadual pelo crime de inserção de dados falsos em sistema de informações da administração pública. Depois de vencido o prazo para que seus advogados apresentem defesa, a Justiça decide se a acusada passa ou não a responder processo.
A ex-agente foi demitida da Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran) em agosto, depois que o órgão concluiu investigação interna que apurou denúncias levantadas por três motoristas que vinham recebendo multas constantes, todas aplicadas pela agente, mesmo sem terem cometido infração alguma. Os três são moradores do mesmo condomínio onde a mãe dela é síndica. No total, 14 multas foram emitidas, a princípio como forma de represália, já que os moradores estariam questionando a administração da síndica. Depois da demissão da funcionária, a Diretran ressarciu os motoristas e cancelou os pontos que haviam sido acrescidos nas carteiras de habilitação.
O caso foi levado também à promotoria do Patrimônio Público. No fim do mês passado, o promotor Odoné Serrano Junior ofereceu denúncia contra ela, pedindo que ela seja condenada por 14 vezes por ter ferido o artigo 313-A do Código Penal. O artigo prevê pena de reclusão de 2 a 12 anos, além de multa.
O inquérito criminal tramita na 5 Vara de Curitiba. O MP protocolou ainda uma ação civil pública contra ela por improbidade administrativa.

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