Evita filas nos correios mas
é complicada para entender
Nos correios, as máquinas de auto-atendimento têm facilitado a vida dos usuários e também dos trabalhadores. Para os primeiros, significa não ter de entrar em filas imensas, junto com pessoas que trazem encomendas ou querem enviar pacotes, em serviços sempre mais demorados. E, para os atendentes, é a garantia de ter de cuidar apenas dos casos mais complicados.
‘‘Perfeito, é prático e fácil de entender as instruções’’, diz o fiscal de transportes coletivo, Gerson Rangel de Almeida, que usou o auto-atendimento dos Correios para comprar selo para uma carta.
As máquinas dos Correios, no entanto, ainda vão demorar muito para atender sozinhas ao público. É que a maioria ainda tem grandes dificuldades em entender o processo.
Na maior agência de Curitiba, na Marechal Deodoro, o supervisor de operações Waldomiro Martins conta que tem que ajudar quase todo mundo que usa a máquina. ‘‘No banco eu já estou acostumada, mas aqui eu não sabia usar’’, diz a costureira Elza Germano.
O correio tem dois tipos de máquinas: uma para a venda de selos, e outra para a comercialização de produtos, como aerograma nacional, envelopes e telegramas pré-franqueados. São 273 unidades em 136 agências em todo País, mas a intenção é aumentar para 2,4 mil máquinas até o ano de 2003.
O Sindicato dos Empregados nos Correios preocupa-se com esta substituição. Um separador de correspondências importado da Dinamarca, por exemplo, faz em meia hora o trabalho que 50 pessoas levavam para fazer em um dia inteiro. (M.G.)

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