Eventual conclusão impõe limites
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de dezembro de 2000
De Curitiba 
Apesar de ser considerada remota pelo governo do Estado e Tribunal de Justiça, a eventual conclusão do Fórum teria de obedecer limites. A ação do tempo sobre a estrutura de concreto, falta de espaço adequado para acomodar as varas judicias, e as falhas encontradas na obra, que paralisaram sua continuidade em 1991, são as barreiras naturais que os engenheiros encontrariam.
O estudo da Secretaria de Obras aborda que uma possível recuperação do edifício só seria feita se os construtores obedecerem limites de utilização. A avaliação defende uma revisão geral do projeto de construção da estrutura. A derrubada do edifício traria vantagens como o aumento da área de lazer e a manutenção de cotas de altura no Centro Cívico. O sistema viário não seria prejudicado, segundo a análise.
No caso do prédio ser derrubado, a destinação da área vai ser definida em conjunto pelo TJ, governo do Estado e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). Pelo projeto original, dos anos 50, o Fórum de Justiça não poderia ultrapassar os quatro andares para não prejudicar a concepção paisagística do Centro Cívico. (D.V.)


