Eventos debatem enfrentamento ao racismo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Vítor Ogawa Reportagem Local 
A Comissão da Promoção da Igualdade Racial e das Minorias da OAB Londrina, coordenada pela advogada Maria Lucilda dos Santos, realizará debate sobre Intolerância Religiosa na quinta-feira (24), às 19h30, na Sala do Conselho da entidade. A ação tem a finalidade de promover o Mês da Consciência Negra e abordará o tema como consequência do racismo. Além de advogados, o evento é aberto também à sociedade civil e religiosos da matriz africana.
Participam como palestrantes o advogado e membro da comissão Oscar Nascimento, o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina (SDP), Sebastião Ramos dos Santos Neto, Mãe Ucandaiô, membro do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial de Londrina, e Gabriela Lopes Pinto, representante da Defensoria Pública de Londrina. As inscrições para o evento são gratuitas e devem ser feitas diretamente na sede da OAB.
Já o evento "Mídia e a Luta Antirracista: a atuação das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial no Brasil", é organizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) Norte do Paraná. A mesa redonda com o objetivo de fomentar a discussão sobre o papel da mídia no enfrentamento ao racismo e à discriminação racial também será realizado na quinta-feira, às 19h30, no Anfiteatro Cyro Grossi, no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Segundo a jornalista Fiama Heloísa, a ideia é trazer a experiência de Cojiras mais antigos. "O nosso Cojira é recente, tem apenas um ano de existência. A mesa-redonda servirá para compartilhar experiências", aponta. "Vamos debater sobre os trabalhos realizados nos Cojiras e discutir como podemos avançar no combate ao racismo."
A jornalista aponta que ainda faltam noções do uso de termos e de abordagens para tratar algumas situações. "Não há esse preparo e surgem interesses mais particulares para esse tipo de assunto. Em alguns casos a disposição desses perfis acaba rotulando as pessoas e acabam criando estereótipos e os jornalistas fazem isso sem parar para pensar como estão falando e acabam reproduzindo conceitos preexistentes", observa. Fiama destaca que muitas religiões de matrizes africanas são descritas de maneira pejorativa quando o jornalista não entende o que realmente é.
Os debatedores do evento serão os jornalistas Vera Daisy Barcelos, representante da Cojira do Rio Grande do Sul; Flávio Carrança, da Cojira de São Paulo; e Silvia Castro, pesquisadora e representante da Cojira-Norte/PR. Carrança é editor-chefe freelancer da revista Angola Yetu no Consulado Geral de Angola, em São Paulo, trabalhou como editor-chefe do Departamento de Jornalismo do Núcleo de Rádios na empresa Fundação Padre Anchieta.
Vera Daisy é militante do Movimento Negro desde a década de 1970 e editora da Revista Tição. É assessora de imprensa de Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras/RS. Sílvia é formada pela UEL e doutoranda em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas. Foi coordenadora do programa de comunicação Núcleo de Estudos Afro-Asiático (NEAA) da UEL e é tutora eletrônica na Kroton Educacional.


