Maringá Gestantes, enfermeiros, alunos do curso de Enfermagem e profissionais da saúde participam, desde ontem, da 7 Semana Maringaense da Amamentação, que além de cursos e palestras sobre o tema também prevê a premiação para as mães que alcançaram maior índice de aleitamento materno e às mulheres que doaram por mais tempo leite materno ao Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Maringá.
Nas palestras e cursos, o objetivo principal é acabar com mitos em torno da amamentação. De acordo com a nutricionista do Hospital Universitário de Maringá Maria Stela Singh Rona, uma das coordenadoras da Semana da Amamentação, as campanhas de conscientização sobre a importância do leite materno ainda não foram suficientes para acabar com velhos mitos e convencer as mães de que o leite materno é o único alimento que deve ser oferecido à criança até os seis meses de idade.
Segundo ela, o leite materno contém todos os nutrientes que o bebê precisa até os seis meses de idade, inclusive água. Conforme Maria Stela, a maioria das mães introduz alimento artificial, alegando que o leite materno não está sendo suficiente para o bebê. Uma forma de checar se o leite materno está alimentando adequadamente é verificar o peso. ''Se a criança estiver ganhando peso e crescendo normalmente, é porque o leite materno está sendo suficiente'', explica.
''O bebê que só se alimenta de leite materno tem menos tendência à obesidade, mas gordura não deve ser encarada como sinônimo de saúde. Os bebês que recebem exclusivamente leite materno até os seis meses de idade têm menos problemas de otite e doenças respiratórias. Além disso, já é comprovado que esses bebês são mais inteligentes e menos problemáticos porque eles têm um contato físico com a mãe por mais tempo'', diz Maria Stela.

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