Evento orienta médico e paciente sobre asma
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sexta-feira, 10 de julho de 1998
Adriana Ribeiro 
Tosse, chiado no peito, respiração entrecortada, cansaço, problemas respiratórios durante o sono e a falta de ar constante. São os sintomas da asma, uma doença que atinge atualmente cerca de 10% da população mundial, e que se caracteriza pela inflamação dos brônquios e dos bronquíolos, que formam a rede de canais responsável por conduzir o ar até os pulmões.
Para reduzir o número de crises provocadas pela asma e contribuir para o controle da mortalidade, foi criado o Projeto Asma Zero Mortalidade, um programa nacional de relacionamento e informação que envolve a classe médica, pacientes e seus familiares. Uma das ações do projeto é a atividade Convivendo com a Asma, que realizou ontem, em Curitiba, a primeira palestra para os médicos. Hoje, será a vez dos pacientes asmáticos e familiares, que poderão receber informações sobre a doença.
O evento, que é gratuito, terá início às 9 horas, no Roochelle Park Hotel. Ele visa reunir especialistas para debates sobre a questão, permitindo um encontro educativo, servindo como um estímulo para se atuar mais fortemente contra a doença, segundo Laércio Moreira Valença, que integra a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Junto com o médico João Tebyriça, da Sociedade Brasileira de Asmáticos, Valença está em Curitiba desenvolvendo o projeto.
Por ser uma doença genética, a asma não tem cura. Mas, o pneumologista Jairo Sponholz, presidente da Sociedade Paranaense de Tisiologia e Doenças Toráxicas, diz que ela pode ser controlada com acompanhamento médico que pode garantir o desaparecimento das crises por anos ou até por toda a vida. A asma atinge principalmente crianças.
Descrita pelo médico grego Hipócrates, há 2.500 anos, como dificuldade de respirar, a doença vem acometendo cada vez mais pessoas. Segundo Valença, nos últimos 20 anos, dobrou o número de pacientes. No Brasil, a doença mata cerca de 2.500 pessoas anualmente.


