O cientista político Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida é coordenador do Núcleo de Estudos de Ideologia e Lutas Sociais (NEILS) e chefe do Departamento de Política da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em São Paulo. É também membro do comitê editorial das revistas ‘‘Margem’’ (Faculdade e Programa de Estudos Pós-graduados em Ciências Sociais) e ‘‘Lutas Sociais’’ (NEILS), e do Conselho Editorial das revistas ‘‘Margem’’ e ‘‘Outubro’’.
Ele proferiu palestra na noite de quinta-feira, em Londrina, sobre ‘‘Movimentos Sociais na América Latina’’, como parte da ‘‘Semana de Ciências Sociais’’ promovida pelo Departamento de Ciências Sociais, Pós-graduação em Sociologia e Sociologia da Educação, e Centro de Letras e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
O evento, realizado no período de 17 a 21 deste mês, teve como outros palestrantes convidados os doutores e professores Maria da Glória Cohn, da Unicamp, e Ricardo de Jesus Silveira, da UEL. Ambos falaram sobre ‘‘Balanço e Perspectivas dos Movimentos Sociais Contemporâneos’’.
Outro tema, ‘‘Movimentos Sociais Urbanos e Rurais no Brasil’’, teve como palestrantes Paulo Bassani, também da UEL, e novamente Ricardo Silveira. Luiz Antonio Norder, da UEL, discorreu sobre ‘‘Reforma Agrária e Assentamentos’’, junto com José Flávio Bertero, da UEL, que falou sobre ‘‘A Questão Agrária no Brasil’’.
Na sexta-feira, data do encerramento da Semana de Ciências Sociais, uma representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná proferiu palestra sobre o tema ‘‘O MST no conjunto dos movimentos sociais’’, e Nelson Cardoso, coordenador da Central dos Movimentos Populares (CMP), em Londrina, falou sobre ‘‘A CMP e sua atuação no Brasil’’.
Mudança de enfoque Ainda em Londrina, o sociólogo Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida comparou, também, o comportamentos dos meios de comunicação de massa em relação aos temas políticos. ‘‘Hoje, as reportagens políticas são fundamentalmente policiais. Isso é um fenômeno mundial e ocorre também no Brasil’’.
É que, segundo o sociólogo, o debate político é mais sobre a corrupção e a vida íntima dos governantes. ‘‘Talvez para ocultar as grandes questões políticas e transformar a política em espetáculo’’.

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