A 44 Exposição Agrícola e Cultural de Londrina, juntamente com a terceira edição da Casa Japão, será aberta oficialmente hoje, às 10 horas, no Centro de Eventos e Exposições de Londrina, na Rodovia Mabio Palhano (Zona Sul). Na abertura oficial estarão presentes representantes de associações e entidades nikkeis de todo o Norte do Paraná o o cônsul geral do Japão em Curitiba, Hirotsugu Hagiuda.
O evento, organizado pela Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), oferecerá até 11 de julho inúmeras mostras da cultura nipônica, de dança a artesanato, de gastronomia a floricultura. Nesta edição, o público visitante também terá a oportunidade de descobrir que a manifestação da cultura japonesa em Londrina vai muito além da própria feira, sendo praticada por famílias nipo-brasileiras ao longo do ano todo.
É o que mostra a exposição ''Imagens da Cultura Japonesa em Londrina'', em cartaz na Casa Japão. Em 34 fotografias em preto-e-branco, a fotojornalista Meg Yamagute, 27 anos, apresenta dezenas de costumes que sobreviveram ao tempo e ainda são mantidos em Londrina, 70 anos após a chegada dos primeiros imigrantes japoneses à cidade. ''Durante um ano, busquei as manifestações japonesas que ainda são praticadas em Londrina, desde aquelas ligadas a datas até esportes e cultura'', explica Meg.
O resultado do trabalho, realizado entre 2002 e 2003, surpreendeu a fotojornalista, que foi descobrindo mais e mais costumes mantidos na cidade conforme conversava com as famílias. O panorama vai da degustação do Ozoni (uma sopa), realizada no primeiro dia do ano, ao Joya no Kane as 108 batidas de sino feitas no último dia do ano. Outras manifestações relacionados a datas que foram documentados por Meg são o Kodomo no Hi (Dia das Crianças), o O-bon (Dia de Finados) e o Toshikoshi Soba, hábito de comer sobá, um macarrão feito com sarraceno, na virada do ano. Este último costume está quase extinto em Londrina, de acordo com a fotojornalista.
Mas com 5 mil famílias de descendência japonesa, Londrina também conseguiu fortalecer alguns hábitos dessa cultura. Meg afirma que a Cerimônia do Chá, por exemplo, é mais seguida aqui do que em algumas cidades do Japão. ''O sumô já é um esporte praticado por mais brasileiros do que japoneses. Londrina tem até campeonato, mas isso não é muito divulgado. Tem muita coisa que você não precisa ir ao Japão para conhecer'', completa, lembrando que ela mesma só passou a se interessar pela cultura japonesa há oito anos.
Todas as imagens expostas na Casa Japão trazem legendas explicando a origem e o significado das manifestações culturais. A mostra permanece até 11 de julho, quando se encerra o evento. As entradas para a 44 Exposição custam R$ 3 ou R$ 1,5 para estudantes e maiores de 65 anos. Apresentando o cupom da Folha de Londrina, que está sendo publicado todos os dias, na Folha 2, o visitante também paga R$1,5. A organização do evento espera receber 100 mil visitantes, oferecendo 130 estandes de comércio, três mil ítens agrícolas, variedade gastronômica, palestras para dekasseguis, apresentações de música, dança, artes marciais e ainda oficinas de técnicas artísticas japonesas.

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