Levantamento divulgado no último dia 11 de junho pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos revelou que, no ano passado, o “Disque 100” registrou um aumento de 13% no número de denúncias sobre violência contra idosos, em relação ao ano anterior. Os números, de certa forma, são resultado das políticas de enfrentamento à vulnerabilidade do idoso e consciência dos direitos desta população.

Imagem ilustrativa da imagem Evento marca Dia de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

Tanto que, desde 2006, o dia 15 de junho foi instituído como o “Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa”, pela Organização das Nações Unidas(ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa. Em Londrina, o dia foi lembrado com diversas atividades na manhã deste sábado (15), na Praça Nishinomiya (região leste), tendo a participação de vários grupos, entidades e parceiros.

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Há alguns anos, a Secretaria Municipal do Idoso vem trabalhando em parceria com o Creas 4 (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), local que oferece apoio a idosos e a pessoas com deficiência que enfrentam situações de violação de direitos. Em 2018, o centro de referência registrou aumento no número de casos de 2017 para 2018, quando foram registradas 283 casos, e 327 casos até outubro, respectivamente. A quantidade de casos em acompanhamento ultrapassa 3,4 mil até o mesmo período.

Os números locais, portanto, seguem os nacionais: o serviço de atendimento do ministério recebeu 37.454 notificações, sendo que a maioria das agressões foi cometida nas residências das vítimas (85,6%), por filhos (52,9%) e netos (7,8%). O relatório do ministério mostrou ainda que a suscetibilidade das mulheres idosas é maior. Elas foram vítimas em 62,6% dos casos e os homens, em 32,2%. Em 5,1% dos registros, o gênero da vítima não foi informado.

Conforme Carlina Bungart, coordenadora do Creas 4, as agressões físicas são as mais fáceis de se identificar, porém, existem diversas formas de violência. “A violência contra a pessoa idosa também se caracteriza como negligência, abandono, humilhação, sexual, econômico-financeira e patrimonial, psicológica, entre outras. Muitas vezes, precisamos reestruturar toda a família com a rede de serviços para tirar o idoso dessa condição”, resume.

Segundo Ana Karina Anduchuka, diretora de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Secretaria Municipal do Idoso, Londrina foi a primeira cidade do país a criar uma secretaria específica para o idoso. “Hoje, 3% do total da população de Londrina é idosa, ou seja, tem mais de 60 anos. Não há como as políticas de governo não olharem com atenção para esse grupo, seja pelo aspecto da vulnerabilidade com a violência, mas principalmente com relação à prevenção e melhoria da qualidade de vida”, diz ela.

De acordo com o último estudo do IBGE, a expectativa de vida do brasileiro cresceu três meses e 11 dias de 2016 para 2017, chegando a 72 anos e cinco meses para os homens, e 79 anos e quatro meses para as mulheres. Pensando nisso, atividades que melhorem a qualidade de vida, a autoestima, a socialização são armas fundamentais nas ações dos municípios. Diante disso, cada vez mais, surgem cada vez mais serviços direcionados.

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Em Londrina, existem os Centros de Convivência do Idoso e, recentemente, foi inaugurada a Casa Dia, que disponibiliza espaço físico de acolhimento e atendimento especializado à população com idade igual ou superior a 60 anos. Trata-se de uma iniciativa voltada a famílias que não têm condições de prover os cuidados do idoso durante o dia. O local promove acolhimento, atendimento, proteção, convivência, favorecendo a melhoria da qualidade de vida, evitando a institucionalização, ou seja, evitar que o idoso vá para uma ILPI (Instituições de Longa Permanência para Idosos). (Com Agência Estado)

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