Atinge uma em cada 25 mulheres. Em 2003, de cada 100 mulheres com a doença, nove morreram. A idade crítica: de 45 a 55 anos, época em que os hormônios estão se alterando por causa da menopausa. Esses são os números do câncer de mama no Brasil. E eles não param por aí. A média nacional de pacientes que descobrem a doença em sua fase inicial é de meros 15%. Essa média em países desenvolvidos é de 60%. Esse tipo de câncer é o que mais mata as mulheres atualmente. E não há método preventivo, mas apenas o diagnóstico precoce, que na grande maioria dos casos acontece durante o auto-exame.
''Quando a mulher faz o diagnóstico precoce, as chances de cura são de 90%. Passados dois ou três meses do aparecimento do tumor, esse índice já cai para cerca de 35%'', explica o médico oncologista, especialista em tumores ginecológicos, do Instituto de Oncologia do Paraná e do Hospital Erasto Gaertner, João Antonio Guerreiro.
Buscando incentivar cada vez mais mulheres a fazerem o auto-exame, o Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer (IBCC) faz um circuito de caminhadas que reúne milhares de mulheres e arrecada verba para hospitais que tratam da doença. Este ano, Curitiba foi incluída no circuito, que já está na 13 edição, e reuniu ontem 2,5 mil mulheres, segundo a prefeitura. Os R$ 37,5 mil angariados com a venda dos kits da campanha vão para o Hospital Erasto Gaertner. Para apoiar a caminhada, a Prefeitura de Curitiba disponibilizou a Tenda da Saúde durante todo o final de semana no maior parque da cidade.

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