Evento em Londrina debate direito da mulher
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sábado, 25 de novembro de 2017
Lais Taine<br>Reportagem Local Lais Taine Reportagem Local 
Para debater conquistas e retrocessos nos direitos das mulheres, o CRP-PR (Conselho Regional de Psicologia do Paraná) promoveu neste sábado (25) que é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher - o evento "Elas se Fortalecem". O ciclo de palestras, com participação de profissionais do direito e da psicologia, abordou temas como gênero e violência, políticas públicas de atendimento às mulheres, legislação e as contribuições da psicologia para a prevenção e tratamento das vítimas.
A violência doméstica e familiar contra a mulher é considerada crime desde 2006, quando foi aprovada a Lei Maria da Penha. Ainda assim, a cada 2 segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil e, a cada 2 minutos, uma mulher é vítima de arma de fogo, de acordo com o Relógio da Violência (www.relogiodaviolencia.com.br), mantido pelo Instituto Maria da Penha.
Compreender os tipos de violência (física, sexual, moral, patrimonial e psicológica) pode contribuir para que as vítimas denunciem seus agressores. "A violência é um grande problema de saúde da nossa sociedade e a psicologia tem que saber trabalhar esse assunto no sentido de empoderar essas mulheres para entenderem o tipo de agressão que sofrem e que não são participantes, pelo contrário, são vítimas", explica Stélios Sant'Anna Sdoukos, coordenador da Comissão Gestora da Subsede de Londrina do CRP-PR.
Segundo o psicólogo, a agressão promove um estado de sofrimento muito intenso, impedindo a procura de ajuda, o que, consequentemente, mantém a situação de violência por muito tempo. "É um fenômeno muito complexo, difícil de lidar, que ainda é pouco denunciado e as mulheres sofrem impactos muito graves, porque as tentativas de ajuda são totalmente suprimidas pelos autores", acrescenta.
Estudantes e profissionais da área aproveitaram o momento para compreender melhor sobre o assunto. "É um tema muito atual e veio dos tempos antigos. Muitas mulheres sofrem e não percebem a violência. É um tema para discutir entre profissionais da área, para nós mulheres e toda a população", defende a estudante de psicologia, Karonline Paes, 22.
"Ainda é comum ver na sociedade o comportamento machista. Eu acho que o evento é bom para compartilhar e conscientizar a população. Eu vim para compreender e repassar para outras pessoas próximas", afirma Leandro Liao, 22, também estudante de psicologia.
Para abordar o tema em sua complexidade, o evento trata sobre a violência contra a mulher em seus diversos aspectos, buscando combater as ações e orientar profissionais também sobre a promoção da equidade de gêneros. "Desde os primórdios da civilização, a mulher era propriedade, comparada a escravo, a coisa. É uma discriminação histórica. Essa luta começa oficialmente para buscar apoios internacionais para tentar a não discriminação e buscar equidade de gêneros", complementa a conselheira regional de psicologia Deisy Joppert.


