A arborização e o desenvolvimento urbano dos municípios da região Norte do Estado. Estes foram os temas do 1º Encontro Regional de Arborização Urbana e Qualidade de Vida, realizado ontem em Arapongas (37 quilômetros a oeste de Londrina). Secretários municipais, técnicos da área de urbanização e entidades ambientais de 15 municípios da região falaram dos problemas com a arborização nas ruas das cidades.
Técnicos da Copel, Sanepar, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apresentaram métodos que podem minimizar o problema a médio prazo. A Autarquia Municipal de Meio Ambiente de Londrina (AMA) e a Secretaria de Meio Ambiente de Maringá (Sema) mostraram experiências positivas em arborização nos seus municípios.
Promovido pela secretaria de Desenvolvimento Urbano e Rural de Arapongas, o encontro serviu para que os técnicos pensassem em soluções comuns. O diretor de Planejamento Urbano da prefeitura, Alessandro Filla Rosaneli, disse que o planejamento da cidade depende do tipo de árvore plantada nas ruas e avenidas. ‘‘Necessitamos de um planejamento geral. O porte inadequado de árvores pode interferir na iluminação, rede elétrica, calçadas e no tréfego. Isso, infelizmente, não foi pensado em outras décadas’’, comentou.
Para ele, há necessidade de se adequar a árvore ao ambiente urbano, questionando o tipo que se adapta melhor à cidade. Os secretários preencheram ainda um questionário apontando seus problemas mais comuns. O próximo passo é agrupar estas informações, fazendo um planejamento ordenado para a região da bacia do rio Tibagi, que tem clima e vegetação semelhantes.
Particularidades Um dos problemas enfrentados pela população de Arapongas é a floração das árvores. ‘‘O pólen afeta a saúde das pessoas e a escolha da planta certa pode minimizar isso’’, ressaltou. Uma pesquisa apontou que 94% das árvores do município precisam ser trocadas, enquanto que 22% das vias da cidade não possuem arborização.
No levantamento, consta ainda que foram plantadas árvores da espécie Alfeiro em 33% da cidade, Sibipiruna em 39%, Magnólia em 8%, enquanto que outras espécies ocupam os 20% de espaço restante. Rosaneli afirmou que a predominância de duas a três espécies é perigoso, pois um surto de praga pode acabar com a arborização.

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