O 1º Seminário Eco-Óca, em Francisco Beltrão (Sudoeste), que acontece no Teatro Eunice Sartori - Espaço da Arte, desde o dia 3, está aberto à comunidade até amanhã. Nestes quatro dias da Semana do Meio Ambiente, a Secretaria Municipal de Planejamento, que coordena o evento e o Projeto Eco-Óca, discute com empresários, lideranças políticas, técnicas e empresariais, os problemas e as soluções para os aglomerados urbanos, o desenvolvimento sócio-econômico e cultural, os problemas ambientais, e a necessidade de garantir à população melhor qualidade de vida dentro do contexto da economia sustentável.
O Projeto Eco-Óca envolve em uma segunda fase: o Fórum das Cidades, lançado oficialmente no seminário, e que vai reunir, em dezembro deste ano, cidades que tenham taxa de crescimento superior a 2% ao ano e aquelas com mais de 100 mil habitantes na primeira década do novo milênio. ‘‘Hoje, Francisco Beltrão está com 52 mil habitantes e cresce a 3,8% ao ano, isso significa que entre o ano 2000 e 2010 chegaremos a ter em torno de 100 mil habitantes, atingindo a classificação de cidades de porte médio’’, explicou o secretário de Planejamento, Arni Hall.
O secretário disse ainda que Francisco Beltrão tem um conjunto de problemas urbanos característicos a muitas cidades. Por isso a importância de trocar informações através do seminário. ‘‘Para o próximo século a tendência é as pessoas procurarem cidades de porte médio para morarem, e nós queremos estar preparados’’.
Na palestra de abertura do Seminário, o secretário de Meio Ambiente do Estado, Hitoshi Nakamura, disse que a melhor maneira de preservar o meio ambiente e garantir qualidade de vida é saber usar bem os seus recursos naturais. ‘‘É preciso amar a natureza sem arame farpado’’, insistiu ao dizer que não adianta apenas ter Parques de reserva natural se as pessoas não aprenderem a conviver e respeitar o meio ambiente. Em contrapartida, disse que na semana do ambiente não adianta só lamentar, é preciso levantar e fazer alguma coisa. ‘‘O Eco-Óca no Sudoeste é muito importante para conscientizar as pessoas porque qualidade de vida é usar tecnologia para não destruir nem poluir’’.
Nakamura não poupou críticas aos senadores Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PSDB). ‘‘Não sei o que passa na cabeça deles que se negam a aprovar qualquer projeto para o Paraná e infelizmente não podemos implantar, por exemplo, o Projeto Lixo Agrotóxico, que não foi liberado’’. Ele também pediu aos agricultores que não façam as lavagens das embalagens de agrotóxicos nos rios e tomem os devidos cuidados para não poluirem.
Hoje, o Seminário começa às 9 horas, com assuntos que incluem Educação Ambiental, Legislação, Alternativas de produtos sem agrotóxico, Lixo no contexto global e regional, processo de Urbanização e Qualidade de Ambiente. E amanhã, a partir das 9 horas, acontece o curso sobre Técnicas de Geoprocessamento para o Gerenciamento de Informações Ambientais, com Amilton Amorin (taxa de R$ 15,00 por participante). Depois, é a vez da palestra sobre Planejamento de cidades, Ecologia e Economia.

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