Evento discute saúde integrada
Evento discute saúde integrada
Anna Camanducaia
Pacientes com patologias de cabeça e pescoço têm melhores alternativas de tratamento e chances de retomar a qualidade de vida quando são tratados por uma equipe multidisciplinar. O Serviço Integrado de Cabeça e Pescoço (SICP), do Hospital Nossa Senhora das Graças, foi criado há cinco anos para tentar reintegrar os pacientes à sociedade.
De hoje a domingo, profissionais e acadêmicos discutem o assunto no III Seminário do Serviço Integrado de Cabeça e Pescoço, que ocorre na Associação Médica do Paraná. A abertura do evento foi ontem à noite. Atualmente, o SICP acompanha 2.500 pacientes. São cerca de 250 casos novos por mês. Segundo o cirurgião plástico Sandro Beira, 70% dos pacientes do SICP têm câncer na região da cabeça e do pescoço.
O mais comum é o carcinoma epidermóide (na mucosa bucal). A doença e o tratamento são muito traumáticos, por isso exigem trabalho de grupo, diz Beira. O oncologista tira o tumor, o cirurgião plástico faz uma operação reconstrutiva e o paciente ainda é acompanhado por uma enfermeira e uma nutricionista. Se o paciente não faz a plástica reparadora, acaba tendo dificuldade na deglutição, entre outros problemas, afirma Beira.
Além do câncer, também existem casos de traumatismo por acidentes, principalmente na faixa dos 25 a 35 anos, e de doenças congênitas em crianças, como a fissura labiopalatina (lábio leporino). A criança recebe atendimento global desde o nascimento, de profissionais de enfermagem, nutrição, cirurgia, otorrinolaringologia, e odontologia.





