Evento discute qualidade de vida de deficiente mental
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de novembro de 2004
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
O Brasil está envelhecendo. O novo perfil inclui os deficientes mentais, uma população que também está rompendo a barreira da expectativa de vida. Porém, as políticas públicas ainda não acompanham esse crescimento. Uma discussão que reuniu ontem, em Londrina, durante o seminário ''Deficiência Mental: Reflexões sobre o Envelhecimento'', professores, pais e os próprios deficientes.
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 591 pessoas idosas portadoras de retardamento mental, entre as quais 96 portadoras de Síndrome de Down, apontou que 75 sofriam de demência.
''Antigamente, poucos deficientes mentais chegavam à terceira idade. Hoje, com as novas tecnologias e tratamentos conseguimos aumentar a expectativa de vida dessas pessoas. Porém, a isso, se sobrepõem doenças físicas, motoras e comportamentais. Observamos um alto índice de demência, como Alzheimer'', afirmou a médica neurologista Maria José Ferraz, que proferiu a palestra ''Expectativas da Comunidade''.
O evento, que reuniu ainda na mesa redonda ''Desafios e Perspectivas para as Políticas Públicas'' o senador Flávio Arns e o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Roque Zimmermann, foi realizado pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Londrina e Ibiporã, entidade que no Brasil está completando 50 anos. A Apae londrinense completa 40 anos, atendendo 240 pessoas, sendo que a metade é composta por adultos.
A formação profissional e a inserção dos deficientes no trabalho é uma das preocupações da associação. ''Há várias propostas de atendimento do deficiente idoso. A nossa expectativa é de que seja pensada uma proposta política para essa população. Não existe nada. É algo que precisa ser descoberto'', afirmou a diretora da Apae de Londrina, Maria Helena Santos Faleiros.


