Um grupo de especialistas mundiais em imunologia e infectologia discutirá sexta e sábado, em Foz do Iguaçu, formas de levar aos países pobres as mais avançadas vacinas produzidas atualmente pelos laboratórios de todo o mundo. Eles participarão, no Hotel Bourbon, do simpósio Vaccinology’96, um dos maiores eventos sobre vacinação realizados na América Latina.
Participarão representantes dos ministérios ou secretarias de saúde de quase todos os países da América Latina, professores universitários e representantes de associações de médicos e pediatras do continente. O simpósio é promovido pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, pela Sociedade Latino-americana de Infectologia Pediátrica e pela Fundação Marcel Mérieux.
Os laboratórios mundiais produzem hoje vacinas com alto grau de eficiência e que permitem fazer aplicações combinadas. Os especialistas discutirão as formas como essas vacinas podem ser levadas a quem delas necessitam, sobretudo nos países pobres. Além dessa discussão, o Vaccinology’96 debaterá ainda os avanços da vacina Hib-Haemophilus tipo B.
Essa vacina combate o Haemophilus influenzae, um dos causadores de meningite, epiglodite, pneumonia e septicemia em crianças de até cinco anos. O pesquisador norte-americano John Robbins, do National Institute Health, considerado o pai dessa vacina, falará sobre os ‘‘Princípios da Vacinação HIB’’. Junto com ele, representantes de Israel, Chile e Uruguai falarão da experiência do uso da vacina na saúde pública em seus países.
Durante o simpósio também serão relatados casos como o da França e Finlândia, onde o uso da Hib fez zerar a incidência de doenças provocadas por esse tipo de bactéria. No Brasil essa vacina está disponível apenas na rede privada e somente a prefeitura de Curitiba a incluiu no programa municipal de imunização.
O simpósio discutirá ainda as modernas tendências de vacinação contra pólio, raiva, hepatite, varicela, AIDS, dengue e também vacinação de adultos. Serão relatadas experiências da França, Estados Unidos e Argentina.
Esses países saíram na frente e hoje conseguem cobrir boa parte de sua população idosa com vacinas contra a gripe e infecções pneumocócicas. Nos Estados Unidos 50% da população acima de 65 anos é vacinada anualmente contra gripe. No Brasil, a cobertura não chega a 1%.

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