Os japoneses estão começando a reformar o sistema de educação do país. A idéia é que as crianças tenham mais tempo para o lazer e que a educação não seja voltada para o vestibular e o preenchimento de vagas nas indústrias.
Professores brasileiros e japoneses discutiram ontem sobre a educação e o emprego nos dois países, no XI Simpósio Nipo-Brasileiro de Educação, em Curitiba. O secretário municipal de Hyogo, Shigeru Kageyama, disse que as crianças levam uma vida de executivo no Japão, ao contrário das brasileiras, ‘‘que não estão sujeitas ao stress e têm alegria e espontaneidade.’’
Com o progresso econômico e industrial, o Japão direcionou a educação aos serviços nas indústrias. ‘‘Os pais queriam que os filhos fossem para as melhores empresas e, para isso, tinham que estar formados por uma boa escola. A disputa atingiu até o jardim de infância’’, disse Kageyama. ‘‘A espiritualidade das crianças foi sacrificada e surgiram problemas psíquicos e até casos de suicídios.’’
No Paraná, os currículos do ensino fundamental e médio estão sendo reformulados para que os alunos possam desenvolver habilidades e tenham mais chances de fazer transferências com a habilitação, qualificação ou requalificação. A superintendente da Secretaria de Estado da Educação, Zélia Marochi, disse que, em seis anos, toda a população em idade escolar deverá ter, no mínimo, o ensino médio.

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