Evento debate atuação da mulher
em casa, no trabalho e na política
Albari RosaA senadora italiana Tina Anselmi expôs os benefícios de horário de trabalho flexível para a mulher
Só 7% das mulheres
têm representação
nos meios políticos
de todo o mundo
Adriana Ribeiro
Horário flexível e contrato de trabalho para casais são as recentes conquistas da mulher, que cada vez mais busca seu lugar nas áreas profissional e política. As experiências, que vêm sendo adotadas nos Estados Unidos e na Europa, permitem que a mulher consiga desempenhar suas atividades harmonicamente, tanto em casa como em seu local de trabalho. ‘‘Com isso, percebe-se que a mulher apresenta maior rendimento e atua mais feliz’’, explicou a senadora italiana Tina Anselmi, que participou ontem, em Curitiba, do seminário ‘‘A mulher na virada do milênio’’.
Promovido pelo Comitê da Mulher Italiana Além das Fronteiras PR/SC, o evento debateu a experiência das mulheres européias e brasileiras no exercício da cidadania e no mercado de trabalho. A realidade brasileira foi apresentada por Margarita Sansone, presidente da Fundação Cultural de Curitiba; Lúcia Camargo, secretária estadual da Cultura; deputada estadual Irondi Pugliesi; Alzeli Bassetti, presidente do Conselho Estadual da Mulher, e a empresária Suzana Slaviero.
A experiência do horário flexível foi adotada por empresas norte-americanas. O sistema permite que as mulheres possam organizar seus horários para desenvolver suas atividades caseira e profissional. ‘‘Isso as deixa mais felizes e produtivas’’, disse Tina Anselmi. O sucesso da iniciativa chamou a atenção inclusive de homens de algumas fábricas do país, que passaram a sugerir a aplicação do projeto, segundo a senadora.
Conceição Barindelli, do Comitê da Mulher Italiana Além das Fronteiras PR/SC, acredita que a falta de informação é o maior desafio a ser enfrentado pelas brasileiras. Segundo ela, existem leis que beneficiam a mulher, mas que nem são conhecidas. ‘‘Com esse tipo de evento que estamos realizando, queremos despertar as mulheres para que busquem seus direitos’’, disse. Uma forma, segundo a senadora Tina, é incentivar a participação feminina na política. Mas ela sugere que seja feito um trabalho de preparação antes de qualquer candidatura. Ela acredita que a união das mulheres dentro do congresso também é imprescindível, para que ela não seja anulada pelo próprio congresso. Atualmente, apenas 7% das mulheres têm representação nos meios políticos de todo o mundo.

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