Ao todo, 400 estudantes iniciaram as aulas na Escola João Kavagtãn. No ano passado, a coordenadora de educação indígena do NRE, Nilza Rodrigues, levantou a situação acadêmica e a constatação foi preocupante: adolescentes com até 18 anos ainda cursavam a quarta série do ensino básico e crianças de 12 anos estavam matriculadas na primeira.
''Com a estadualização será feita uma readequação, mas optamos por matricular todos os alunos mais atrasados no primeiro ano'', assinala Nilza. Segundo ela, muitos estudantes precisam faltar para se dedicar ao plantio ou à venda do artesanato e acabam repetindo de ano. ''Tem aqueles que nem terminam porque acham que estão velhos'', justifica.
Ainda conforme a coordenadora, a evasão escolar é o principal desafio. Isso porque depois que terminam o ensino básico, os alunos kaingang são transferidos para um colégio estadual do Distrito de Lerroville (Sul), onde o contato com os não indígenas dificulta a permanência. ''Eles não entendem a língua portuguesa e passam a ter contato com uma realidade muito diferente da vivida na reserva, além de ter de lidar com o preconceito.''
Sem condições financeiras de comprar material escolar, as famílias se apoiam no Estado para prover cadernos, lápis, borrachas e canetas para os alunos. Quem quiser colaborar na compra de materiais escolares pode procurar a Nilza Rodrigues nos telefones (43) 3371-1347, 3371-1344 ou 9994-8542. (M.G.)

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