Evasão escolar ainda é um desafio
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Marcos Roman <br> Reportagem Local 
Esta semana, cerca de 47 mil alunos da rede estadual de ensino entraram em férias. Porém, não é apenas o período de descanso que tem tirado os estudantes das salas de aula. Somente no ano passado, o Núcleo Regional de Educação (NRE) registrou 3.685 casos de evasão escolar nas 72 escolas estaduais de Londrina. Repetência, gravidez precoce, indisciplina, desinteresse, transferência de moradia e resistência dos pais em relação à escola estão entre os motivos do abandono.
Embora o NRE ainda não tenha fechado o relatório dos casos de evasão no primeiro semestre de 2011, a chefe do órgão, Lúcia Cortez, afirma que as estatísticas têm melhorado ao longo dos anos. ''Os números têm caído depois que firmamos uma parceria com o Conselho Tutelar e com a promotoria da Vara da Infância e Juventude de Londrina'', avalia.
A assistente do NRE, Luzia de Jesus Alves, explica que quando algum aluno tem faltas consecutivas na escola e as equipes pedagógicas das unidades não conseguem reverter a situação os casos são encaminhados ao NRE. ''A direção da escola preenche a Ficha de Acompanhamento do Aluno (Fica) relatando todos os procedimentos adotados para tentar trazer o aluno de volta para a sala de aula. Após o registro do caso no Núcleo, essas fichas são encaminhadas ao Conselho Tutelar e os casos sem solução podem chegar à Vara da Infância e Juventude'', esclarece.
Segundo Amauri Plath, do Conselho Tutelar Sul, após receber os relatórios do NRE, os conselheiros encaminham uma notificação para que os pais ou responsáveis se apresentem na sede no conselho. ''O prazo para os pais apresentarem uma justificativa para a falta dos filhos é de três a cinco dias. Geralmente dentro desse prazo uma solução é apresentada'', afirma.
Visitas à famílias dos estudantes para verificar o motivos das faltas na escola estão entre as ações tomadas pelos membros do Conselho Tutelar para levar crianças e adolescentes de volta à sala de aula. ''As faltas podem estar acontecendo por algum problema momentâneo. Tentamos ajudar a resolver a questão para que a criança possa voltar à sala de aula o mais rápido possível'', revela Marina de Andrade Bárbara, do Conselho Tutelar Norte.


