Evangélicos estimulam ações sociais
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sexta-feira, 31 de outubro de 2003
Guto Rocha<br> Reportagem Local 
As igrejas evangélicas de Londrina querem estimular a participação de seus fiéis na comunidade em que estão inseridos através de ações voltadas para o social. Esse é o foco que está sendo debatido no 2º Fórum ''O Propósito da Igreja na Evangelização e Transformação da Cidade'', que começou ontem à noite e prossegue hoje nas dependências da Comunidade Shalom e ISBL - Faculdade de Teologia.
Segundo o pastor, Rubens Ramiro Muzio, as igrejas que participam do fórum estão levantando a realidade do contexto social em que estão, para a partir daí rever seu papel junto à comunidade. ''Queremos sair do fórum com propostas e planos de ação que envolvam os fiéis, as igrejas entre si e as associações de moradores'', diz.
O pastor observa que mais de 60% das 412 igrejas evangélicas instaladas em Londrina ainda não se envolveram em ações sociais. Segundo dados do Serviço de Evangelização para a América Latina (Sepal), 21% da população de Londrina é constituída de seguidores de igrejas evangélicas.
Muzio diz que a intenção é reproduzir nas ações junto às comunidades o conceito de igreja saudável, que busca reproduzir de maneira concreta os valores pregados no Evangelho. ''Queremos uma igreja além do templo de adoração espiritual, que contemple o ministério social'', explica.
O pastor observa que historicamente a igreja evangélica em Londrina sempre teve preocupação social. ''Quando as primeiras famílias evangélicas chegaram por aqui, em 1932, elas já traziam esse conceito'', comenta. O encontro também quer enfatizar o papel das mulheres e dos negros no trabalho das igrejas evangélicas. Um dos projetos em discussão, segundo Muzio, prevê que as igrejas adotem favelas da cidade.
Outra proposta é transformar os templos em lugares de múltiplo uso. ''Queremos utilizar o espaço para, além do culto, oferecer serviços como educação, saúde e recreação para as comunidades que vivem próximo aos templos'', diz. A violência e formas de combatê-la é outro foco do fórum.
Ao final do evento, os participantes vão elaborar o Manifesto Cristão, com propostas que vão orientar as ações das igrejas evangélicas nos próximos 10 anos.


