Evangélico não vai ampliar PS para 24 horas
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quarta-feira, 25 de novembro de 1998
Lucilia Okamura 
O Hospital Evangélico de Londrina (HEL) não irá extinguir os plantões em dias alternados e ampliar o atendimento do pronto-socorro para 24 horas diariamente. O anúncio foi feito ontem de manhã pela diretoria do hospital, alegando que a ampliação incidiria na queda na qualidade do serviço oferecido.
Atualmente, a Santa Casa e o HEL fazem plantões em dias alternados e o Hospital Universitário (HU) atende ininterruptamente. A proposta de ampliação do atendimento para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) foi feita pelo Ministério da Saúde.
O diretor-geral do HEL, Antonio Carlos Ribeiro, afirmou que se o pronto-socorro do hospital ficasse 24 horas aberto, a procura dobraria. O atendimento no posto de saúde é tão bom quanto o oferecido no nosso pronto-socorro. Mas, por uma questão de cultura, a pessoa vai direto ao hospital, justificou o diretor-clínico Lauro Vargas Filho.
O diretor-clínico observou que casos de urgência e emergência são atendidos pelo hospital mesmo em dias que não há plantão. Ontem (segunda-feira) não estávamos de plantão e recebemos cinco pacientes de outros hospitais que vieram para a CTI, relatou. Segundo os diretores, os 50% a mais que o hospital receberia do SUS (cerca de R$ 50 mil) para ampliar o atendimento não seriam suficientes.
A Santa Casa aceitou a proposta do MS e deve colocá-la em prática no final de dezembro ou início de janeiro. Ontem, o superintendente do hospital, Fahd Haddad, disse estar preocupado com a não adesão do HEL porque, segundo disse, haverá sobrecarga no atendimento. Ele informou que irá conversar com autoridades municipais e estaduais para encontrar uma forma de amenizar o problema. Além dos hospitais de Londrina, o Hospital João de Freitas, de Arapongas, e outros quatro da região de Curitiba aceitaram a proposta do MS.
O secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, lamentou a decisão do HEL. Mas é um ato que temos que entender porque não podemos impor, ressalta. Ela observou que, a médio e longo prazo, o hospital credenciado poderia ser beneficado junto ao MS. Seria uma porta aberta para futuros e importantes credenciamentos.
Segundo Bedrossian, com a participação do HE, seria mais fácil dividir o atendimento, mas acredita que a sua ausência não complicará a situação. Ele também não acredita que a demanda aumentará com a realização do plantão permanente.
A decisão do HE será comunicada à Secretaria Estadual da Saúde que, por sua vez, repassará ao MS. Bedrossian acredita que os recursos que viriam para HEL o deverão ser enviados para um hospital de outra cidade, a ser definido pelo ministério.


