Evangélico é credenciado para microcirurgias
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quarta-feira, 28 de maio de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Depois de anos de espera, foi publicado na edição da última segunda-feira do Diário Oficial da União, a portaria do Ministério da Saúde que credencia o Hospital Evangélico de Londrina para realizar procedimentos cirúrgicos de ortopedia de mão de alta complexidade. O hospital já fazia o atendimento e agora passa a receber recursos do município relativos a reimplantes e microcirurgias. A Folha destacou em várias reportagens, no início deste ano, que pacientes que haviam feito reimplante de mãos esperavam há mais de dois anos pela continuidade do tratamento.
O diretor geral do Evangélico, Antonio Carlos Ribeiro, pontuou que ''a única coisa que muda a partir de agora é que o hospital passa a receber pelos serviços''. Ele destacou que o atendimento irá cobrir com qualidade todos os 20 municípios que fazem parte da 17 Regional de Saúde. ''As primeiras horas nesse tipo de atendimento são essenciais para o paciente'', comentou. ''Quem ganha mais com isso é Londrina, com a possibilidade de ter um atendimento de referência'', concluiu. A próxima batalha do hospital será conseguir a instalação de uma ala para queimados, já que no Estado apenas o Evangélico de Curitiba está habilitado a tratar desse tipo de paciente.
A médica e diretora de Auditoria, Controle e Avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, Maria de Fátima Tomimatsu, afirmou, através de assessoria, que o credenciamento significa um avanço na área da saúde para todo o Paraná.
Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde apontam que, no ano passado, o Evangélico atendeu oito pacientes com doenças ortopédicas de mão. Gente como o motorista Romildo de Jesus de Oliveira, de 31 anos. Em setembro de 2002, ele teve o braço esquerdo praticamente decepado após sofrer um acidente de caminhão. Cansado de esperar e com muitas dores, ele disse em uma das entrevistas que tinha até pensado em amputar o braço. Outro caso relatado pela Folha foi o do marceneiro Edvaldo Rodrigues, 30 anos, morador de Aarapongas. Ele decepou quatro dedos da mão esquerda numa serra elétrica em 30 de janeiro de 2001 e até hoje ainda não conseguiu recuperar os movimentos por falta de tratamento, avaliado há um ano e meio em cerca de R$ 12 mil.


