Evangélico de Curitiba deve parar
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terça-feira, 16 de outubro de 2001
Andréa Lombardo<br> De Curitiba 
Os funcionários do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba decidiram entrar em greve na próxima segunda-feira. O pedido de reajuste salarial de 24% - principal reivindicação da categoria - não foi aceito pela direção do hospital. De acordo com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Curitiba e Região Metropolitana, o índice representa a reposição das perdas acumuladas nos últimos dois anos.
O Evangélico - instituição particular vinculada à Universidade Evangélica de Medicina e à Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba - é um dos maiores hospitais da cidade e atende em média 1,5 mil pacientes por dia, entre ambulatório, internamentos e pronto-socorro. Segundo a diretora de imprensa do sindicato Roseli Struzike, a expectativa é de que pelo menos metade dos 1,6 mil funcionários paralise as atividades, atingindo desde o setor de higiene até enfermagem.
Caso a adesão seja maior, o comando de greve criará uma comissão de ética para garantir os atendimentos mais urgentes, como em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e pronto-socorro.
O gerente de recursos humanos do Hospital Evangélico, Luiz Alberto Buba, disse que todos os itens da pauta de reivindicação, com exceção do reajuste, foram atendidos pela direção do hospital. Ele negou que os funcionários estejam com os salários defasados e disse que o hospital teria cumprido todos reajustes salariais e conquistas econômicas das convenções coletivas aprovadas na data-base da categoria (no mês de maio).
O gerente afirmou que não há a menor possibilidade de se conceder reajuste. Ele alegou que o Evangélico, como a maioria dos hospitais, enfrenta dificuldades financeiras. ''Cerca de 90% dos atendimentos no hospital são pelo SUS e os valores dos serviços não vêm sendo reajustados'', declarou. O salário médio dos funcionários do Evangélico, segundo ele, é de R$ 450,00 a R$ 500,00.


