Em reunião com a diretoria administrativa do Hospital Evangélico (HE), médicos plantonistas da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e pediátrica da instituição resolveram aguardar até o dia 31 para decidir se interrompem ou não o atendimento, inicialmente previsto para ontem. Até lá, os plantonistas esperam que a direção consiga negociar um reajuste nos valores repassados pela Secretaria Municipal de Saúde, que mantém um acordo com os hospitais para complementar a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na última sexta-feira, a Secretaria apresentou ao HE uma proposta de adequação dos valores, que não foi aceita pelos médicos. ''A decisão foi por continuar a negociação com o município. Os plantonistas confiam no esforço da direção para conseguir um acordo melhor'', afirmou a diretora médica do hospital, Rossana Amin Graciano Resende. Há três meses o Evangélico não consegue fechar a escala de plantonistas da UTI, e o principal motivo seria os baixos valores pagos aos profissionais.
Segundo Rossana, atualmente há oito médicos atendendo na unidade, quando o ideal seria pelo menos mais cinco plantonistas, para atender os 10 leitos de UTI para recém-nascidos e crianças. Oito destes leitos são destinados ao atendimento pelo SUS, e ontem estavam todos ocupados.

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