Um grupo de europeus que veio para o Brasil no início deste mês com o objetivo de conhecer a realidade do homem do campo nos Estados do Sul ficou encantado com a hospitalidade, espontaneidade, alegria e despojamento dos brasileiros. Eles estiveram ontem em Maringá e hoje participam de um seminário ecumênico em São Paulo, onde será elaborada uma carta aberta ao mundo sobre os problemas identificados no Brasil.
A maioria dos europeus ficou impressionada com o tamanho das pequenas propriedades rurais. ‘‘Lá na Áustria, as pequenas propriedades têm dois ou três hectares, e aqui as pequenas propriedades têm em média 11 hectares’’, disse a fisioterapeuta austríaca Michaela Hackl, 28 anos. Apesar da área ser maior, Michaela destacou que no Brasil a produção de alimentos é mais difícil que na Europa.
Ela ficou impressionada com as favelas de Florianópolis e São Paulo, mas apesar disso, afirmou que, viver no Brasil é melhor do que nos países da Europa. ‘‘Lá nós temos mais dinheiro, mas isso não é tão importante’’, afirmou. Michaela disse que apesar de todas as dificuldades no Brasil, percebeu que aqui as pessoas são mais unidas e mais felizes.
De acordo com articulador estadual da Pastoral da Juventude Rural, Joaquim Eduardo Madruga, na carta que será elaborada em São Paulo a idéia é revelar os principais problemas do País para que eles sejam divulgados em todo o mundo. O grupo de europeus é formado por oito alemães, três romenos, três húngaros, dois australianos e um suíço.

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