Euforia e expectativa
As crianças não estão menos eufóricas com tantas atividades no Colégio Ana Garcia Molina. No sábado passado, primeiro dia das oficinas, alguns ainda se decidiam pelo que iriam fazer, enquanto outros lamentavam os horários coincidentes.
Victor Hugo da Silva Farias, de 15 anos, esperava sua vez de entrar em quadra e contou que queria fazer também street dance. Porém, como o horário era o mesmo, optou pelo futebol, já que jogava. O adolescente também se prepara para voltar às aulas do Ensino Fundamental, que abandonou há algum tempo. ''Fui morar em uma fazenda e precisei parar de estudar. Meu irmão estuda aqui e o professor falou para ele das oficinas. Eu quis participar também, mas preciso estar estudando e por isso vou começar'', afirma.
Seu colega de futsal, Thiago Silva Estorino de Oliveira, 13 anos, também comemorou o fato do colégio passar a ofertar as aulas. ''Eu já jogava futsal, mas em outra escola e precisava pegar ônibus para chegar lá. Como moro aqui perto fica bem mais fácil.''
Felipe Caldeira Deodoro, 10 anos, pela primeira vez participou de uma aula de judô e já serviu de voluntário para demonstrar os movimentos com o professor. ''Como sou ruim nos outros esportes, escolhi o judô e gostei bastante'', justificou.
Entre as meninas, a ansiedade era para a aula de street dance. ''Vai ser minha primeira aula e quero ver como é que se dança. Sempre quis fazer balé, mas não tive oportunidade, por isso escolhi essa oficina'', contou Vitória Giovanna Martins, de 11 anos.
Sua colega Vitória Cristina de Jesus, também 11 anos, se inscreveu para a aula de dança e também para o futsal. ''Já faço capoeira e gosto de exercícios, por isso escolhi essas duas opções. No ano passado também fiz aula de teatro e gostei bastante'', destacou a garota, que pretende continuar com as aulas de artes cênicas caso a UEL oferte mais uma vez o projeto no colégio.
José Roberto Graciano é mecânico industrial durante a semana e aos sábados será voluntariamente o professor de judô da meninada. ''Faço judô desde os 12 anos e com 40 acho que consigo ensinar alguma coisa'', contou, brincando. Como não é faixa preta, Graciano precisou de autorização do seu professor para ser voluntário. ''Eles precisavam muito de alguém para ajudar e não achavam entre os atletas formados. Como sou amigo do Márcio, conversei com meu professor para saber se poderia participar e ele me liberou para ir passando os exercícios básicos'', justificou. (E.G.)





