Eucaliptos pede quebra-molas
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segunda-feira, 19 de maio de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Os moradores do Jardim Eucaliptos, na zona leste de Londrina, estão preparando um abaixo-assinado pedindo a colocação de um quebra-molas na rua das Maritacas, na entrada do bairro. O documento, com pelo menos 500 assinaturas, será entregue à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). No local, onde os moradores querem a colocação de um obstáculo, já foram registrados vários acidentes. Os moradores acreditam que eles sejam provocados pela imprudência dos motoristas que trafegam em alta velocidade. Uma mulher morreu vítima de um atropelamento nesta via.
O presidente da Associação dos Moradores do Jardim Eucaliptos, Lúcio José da Silva, conhecido por Zequinha, conta que os motoristas passam pela rua das Maritacas em alta velocidade. Ele esclarece que, no local onde os moradores querem a colocação do quebra-molas, existe uma descida, seguida de uma curva aberta, que propicia velocidade aos veículos. ''Tem um ponto de ônibus que já foi destruído duas vezes por causa de acidentes. Por sorte, não haviam pessoas no momento'', diz.
Zequinha acrescenta que muitas crianças aproveitam o espaço ocioso existente às margens da via para brincar e correm o sério risco de serem atropeladas. Além disso, o local é bastante movimentado, já que os principais comércios do bairro estão localizados ao longo desta rua. ''Os moradores do bairro atravessam a rua o tempo todo. Precisamos tomar uma atitude antes que algo de grave venha acontecer'', ressalta, frisando que cerca de 4 mil pessoas moram no bairro.
O gerente de uma serralheria, Manoel Solera, é um dos mais interessados na instalação de um obstáculo na rua das Maritacas. Há pouco menos de três anos, sua mãe, Francisca Fernandes Solera, com 66 anos na época, foi atropelada por uma motocicleta, que trafegava em alta velocidade, quando se preparava para atravessar a via. Ela teve as duas pernas quebradas e vários órgãos afetados pelo acidente. ''Minha mãe faleceu. Toda minha família tem medo de atravessar aquela rua. Ficamos traumatizados'', declara.
O comerciante Alzemir Negrelo lembra que há cerca de um ano e meio, um veículo Voyage entrou dentro de sua loja de produtos veterinários. Segundo ele, o motorista estava alcoolizado e os danos só não foram mais graves, porque era um domingo e não havia ninguém no local. Ele afirma que já pediu providências para a CMTU, mas não foi atendido.''Eles só dizem que não podem colocar um quebra-molas. Mas eles precisam tomar uma atitude para evitar um desastre'', reclama.
O gerente de fiscalização de trânsito da CMTU, Alvaro Grotti Junior, explica que a legislação de trânsito não permite a instalação de quebra-molas. Porém, segundo ele, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) está preparando o projeto de intensificação da sinalização ao longo da rua das Maritacas. Ele acredita que uma melhor sinalização pode resolver a questão dos acidentes. ''Lógico que depende dos motoristas respeitarem a sinalização'', conclui.


