EUA mandam pesquisadora para o PR
A professora Lilian Bahia Oliveira, doutora em imunologia e especialista em toxoplasmose, da Universidade Estadual do Norte Fluminense de Campos (RJ), começou ontem, em Santa Isabel do Ivaí, uma coleta de amostras de água do município. Lilian coleta amostras em reservatórios de três colégios onde a água estava parada desde o início de dezembro, período que começou as férias escolares e de maior pico do surto da toxoplasmose.
Segundo Lilian, a pesquisa faz parte de um trabalho conjunto entre a universidade e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A professora disse que foi acionada pelo doutor J.P. Dubey, primeiro pesquisador a descrever, no início da década de 70, o ciclo da toxoplasmose no intestino do gato. O protozoário só consegue se reproduzir no intestino deste animal. Nos demais ambientes, não se reproduz, mas resiste, no caso da água, por até um ano.
As amostras estão sendo coletadas em filtros especiais que serão utilizados para alimentar animais sadios. Lilian explica que parte dos filtros irão para os Estados Unidos e o restante para a pesquisa na universidade brasileira. Nos Estados Unidos, a pesquisa é feita com porcos e no Brasil com galinhas. Nos dois países, os animais reservados para a pesquisa vivem confinados em ambientes esterilizados. Conforme Lilian, objetivo é tentar detectar a presença do protozoário na água porque atualmente não existe outro método científico para este trabalho.





