A reportagem percorreu a Avenida Brasília (Área Central de Londrina) por volta das 11 horas e viu adolescentes à procura de clientes. Nas proximidades da Vila Marizia, uma jovem se aproximou da janela do carro e se ofereceu para fazer um programa. Questionado sobre a idade, a adolescente franzina que vestia short e camiseta, garantiu que tinha 18 anos, porém, aparentava ter no máximo 15 anos. A garota foi bastante insistente e pedia para entrar no carro.
Adolescentes também realizam abordagens próximo dali, na Vila Yara. Duas outras garotas, que tinham cerca de 15 anos, se aproximaram do carro e se ofereceram para fazer programas.
Uma delas disse que o preço ''depende do potencial do cliente'', e quis cobrar R$ 50. Mas a reportagem apurou que o programa custa de R$ 15 a R$ 20. Um dos clientes da garota abordado pela reportagem contou que já pagou R$ 2 pelo programa. As adolescentes revelaram que se sujeitam a esse valor para comprar pedras de crack.
Uma das jovens se irritou com a insistência das perguntas e afirmou que ninguém pagava as contas dela. A outra respondeu que fazia programas porque gostava de fazer sexo.
Elas relataram que fazem os programas onde podem, seja nas cabines dos caminhões, dos carros, nos motéis e até em ruas ou terrenos mais desertos.
Perto dali, na Avenida Nassim Jabur, não havia menores, mas uma mulher se ofereceu para levar o repórter até uma adolescente. ''Você me paga R$ 50 e eu te levo para uma menina de 15 anos'', garantiu. (V.O.)

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