'Eu só pensava nos bebês'
Sem tempo para cuidar da própria casa, Edson Gomes de Oliveira trabalhou na poda de três árvores na manhã de ontem. Autônomo, ele tem recebido diversas ligações para corte e poda de árvores desde a tempestade. Enquanto isso, a esposa dele e as três filhas se viram como podem para manter em ordem a casa alagada pela chuva.
''As pedras de granizo furaram todo o telhado do quarto dos fundos, molhando colchão e cobertas'', contou a auxiliar de serviços gerais Sueli Lopes de Oliveira, que passou a dormir com toda a família no quarto da frente, onde não chove dentro. Morando há quatro anos na casa de madeira, na Vila Cândida, Sueli nunca tinha visto uma chuva tão forte como a do último sábado.
No momento da tempestade, Alexandra Bonatti da Silva tinha ido buscar um lanche com o marido e deixou as trigêmeas em casa, na Vila Cândida, com a sobrinha e duas amigas. ''Eu só pensava nos bebês'', recordou a dona de casa, que ao chegar em casa, encontrou tudo alagado, exceto um dos três berços, onde as filhas foram acomodadas. ''Precisei me mudar para a casa da minha irmã por uns dias porque como o forro é de madeira ainda há goteiras em casa'', explicou Alexandra.
Paranavaí
Em Paranavaí (Noroeste), no final de semana, 43 cabeças de gado morreram devido à queda de um raio. Segundo Carlos Costa Junior, supervisor técnico regional da Defesa Sanitária Animal, orgão ligado à Secretaria do Estado da Agricultura e Abastecimento (Seaab), a morte dos animais se deu porque o gado se juntou próximo à mata para se proteger da chuva. Segundo ele, o proprietário estimou prejuízos de R$ 40 mil. A região de Paranavaí vinha enfrentando dificuldades com a seca desde abril. Desde a madrugada de sábado, choveu cerca de 74,2 milímetros na cidade. (Mariana Guerin e Vinicius Fonseca)





