Ao buscar por entre as lembranças o instante em que soube da nomeação para a Arquidiocese de Londrina, vivido há 14 anos, dom Albano Cavalin conta que o peso da realidade o preocupou. ‘‘Assim como o papa João XXIII, quando foi nomeado, ficou algumas noites sem dormir, eu também vivi esta experiência’’, revela. Mas ele conta que continuou a se inspirar no sumo pontífice que diz ter sido iluminado em uma das noites de insônia. ‘‘Na benção recebida, ele (João XXIII) percebeu que era apenas um instrumento da luminosidade e bondade divina. Aí se acalmou. E isso também aconteceu comigo. À frente da arquidiocese que eu iria assumir estava ‘‘dom Jesus’’, eu seria apenas um soldado dele’’, conta.
  Ainda puxando o fio que tece as boas recordações, o arcebispo conta a experiência das Missões Populares, ação de evangelização realizada em 1999. ‘‘Foram 14 mil pessoas treinadas para levar mensagens da Igreja a cerca de 100 lares de 15 cidades da nossa região. Foi um momento marcante’’, revela. Ele também destaca a fundação do Centro Arquidiocesano de Pastoral Jesus Bom Pastor. ‘‘Hoje nós centralizamos aqui um pólo de evangelização que tem dimensões impressionantes.’’ De acordo com o próprio arcebispo, o Centro recebe semanalmente cerca de 300 estudantes de teologia e oferece orientações às 70 paróquias do município.
  Dom Albano deve permanece no município, inclusive por recomendações médicas, uma vez que o clima da cidade ajuda no tratamento da doença circulatória que tem, e volta a atuar como padre. Ainda não sabe qual paróquia irá comandar, mas gostaria de trabalhar no Centro Emaús, que fica no caminho para o Distrito Espírito Santo (Zona Sul). ‘‘Ainda é apenas um desejo. Acredito que lá tem um clima de monastério que se encaixa bem ao meu perfil’’, revela. (G.B.)

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