Eu sentia vontade, mas não tinha ereção
Com apenas 48 anos de idade, Roberto (nome fictício) sofreu durante muito tempo com a falta de ereção. Apesar de jovem, ele começou a conviver com a disfunção erétil quando foi acometido de uma doença degenerativa, a atrofia muscular. ''Eu sentia vontade, mas não tinha ereção. Era muito complicado, pois a minha esposa também é jovem. Eu queria satisfazer a minha vontade e a dela, mas não podia...'', recorda.
Há sete meses, Roberto decidiu apostar nos medicamentos contra disfunção erétil. Já experimentou - e aprovou - todos que estão no mercado, inclusive o Pramil. ''Se não existissem os remédios, seria muito difícil. Toda pessoa sente a necessidade de sexo. Eu ficava muito debilitado emocionalmente quando não conseguia ter uma relação sexual'', relata.
Sobre a vergonha de depender de medicamentos, ele diz que isso está ficando para trás. Tanto que conta para os amigos sobre a sua necessidade de remédios para ter ereção numa boa. ''Eu preciso usar e não tenho vergonha de dizer''.
O caso de Roberto retrata o que acontece com milhões de brasileiros. Pesquisas divulgadas por laboratórios que fabricam os medicamentos contra impotência indicam que em torno de 50% dos homens sofre com o problema. No entanto, as farmácias já não exigem receita médica para a venda de tais produtos e tem muita gente fazendo a auto-medicação. ''Os homens querem tratamento, mas está na hora de todos saberem que essas drogas não podem ser usadas indiscriminadamente. Há efeitos colaterais'', alerta o terapeuta sexual Calvino Fernandes. (W.S.)





