O advogado Celso Garla garantiu não ter qualquer tipo de envolvimento no planejamento do sequestro do próprio filho, Celso Garla Filho, e de Thiago Lunardelli Fonseca. ''Ele é um mentiroso. Eu nunca faria uma coisa dessas com um filho meu'', afirmou. Durante os cinco dias em que os estudantes permaneceram no cativeiro, Garla disse que frequentou seu escritório de advocacia diariamente e mantinha contato com Décio Vanderlei Nogueira, que sublocava uma sala ao lado da sua, num edifício no centro de Londrina. ''Ele tinha informações sobre o sequestro. Era uma cobra que estava me mordendo'', afirmou. Ele também refutou a acusação de que a ação teria sido planejada para extorquir os pais de Thiago. Garla disse que conhecia Nogueira há cerca de um ano, quando alugou a sala ao colega de profissão. Ele afirmou ainda que não tinha nenhuma dívida com Nogueira e que também não passa por dificuldades financeiras, embora admitiu responder a processos judiciais em Londrina e Mato Grosso. Não existe, porém, nenhuma condenação contra ele, segundo o delegado Sérgio Barroso.
A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina informou ontem que Nogueira está inscrito profissionalmente em São Paulo. De acordo o presidente da subseção, Lauro Zanetti, se condenado, o advogado responderá a processo disciplinar que poderá culminar na perda de seu registro.

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