'Eu não teria condições de pagar'
Em outubro do ano passado, a Prefeitura de Londrina iniciou o programa de castração. Na primeira etapa, quando foram atendidos os beneficiários do Bolsa Família. Em fevereiro deste ano, a segunda fase do programa foi iniciada, com a castração dos animais que estão sob os cuidados dos acumuladores. Segundo o médico veterinário da Vigilância Ambiental, Valmor Venturini, desde o início do programa até agora foram feitas 864 castrações, além de vacinação, vermifugação e implantação de microchip em cães e gatos.
Felipe Manoel Mendes Pimenta foi um dos acumuladores atendidos pelo programa. No lava-rápido de propriedade da família, ele cuida de 13 gatos. "Eu tinha dois machos aí apareceram duas fêmeas e eu comecei a cuidar de todos. Um macho sumiu e fiquei com os outros três, que procriaram entre eles. Também foram aparecendo outros gatos e acabou juntando 13. Eu não teria condições de pagar para castrar todos eles. Ficaria em torno de R$ 2 mil."
Depois que os 13 gatos foram castrados, Felipe passou a cuidar de mais um. "Agora tenho que ir até a prefeitura para ver se consigo castrar mais esse gato. É importante fazer isso para não aumentar o número de animais."
"A atitude da prefeitura é um passo superimportante. Mostra que o governo começa a se preocupar com esse assunto, mas sozinho não vai dar conta. A prefeitura deveria obrigar a chipagem dos animais, colocar leis e fiscalizar. Todo animal tem um guardião e ele deve se responsabilizar pelo animal", declarou a professora da UEL, Patrícia Mendes. (S.S.)





